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Arinto e Azal: diferenças entre as duas castas

Arinto e Azal: o que distingue as duas castas?

A Região dos Vinhos Verdes é marcada por uma grande diversidade de castas, territórios e estilos de vinho. Entre as variedades brancas autorizadas encontram-se o Arinto, também conhecido regionalmente como Pedernã, e o Azal, duas castas com perfis bastante distintos e presença relevante na sub-região de Basto.

Mas o que distingue realmente Arinto e Azal? Apesar de poderem crescer no mesmo território, as duas castas apresentam características próprias, desde a maturação à acidez e ao perfil aromático.

A casta Arinto e as suas características

O Arinto é uma das castas brancas portuguesas mais versáteis e encontra-se praticamente em toda a Região dos Vinhos Verdes. Uma das suas características mais reconhecidas é a estrutura ácida, que contribui para vinhos frescos e com potencial de evolução.

Ao nível aromático, são frequentes as notas cítricas, como limão e laranja, podendo também surgir aromas associados a maçã e outras frutas de polpa branca. A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes descreve ainda o Arinto como uma casta capaz de produzir vinhos frescos, harmoniosos e persistentes.

Essa combinação entre acidez, frescura e estrutura permite-lhe assumir diferentes estilos, desde vinhos mais imediatos até propostas com maior complexidade.

A casta Azal e a sua ligação ao território

O Azal apresenta um perfil diferente. É uma casta de maturação tardia, particularmente adaptada às zonas mais interiores e protegidas da influência atlântica.

A sua acidez natural é elevada e os aromas cítricos têm normalmente grande presença, com referências a limão, lima, toranja e maçã verde.

É precisamente nas regiões mais interiores que o Azal encontra condições interessantes para amadurecer. Basto, por exemplo, é a sub-região mais interior e uma das de maior altitude média dos Vinhos Verdes. Os verões mais quentes e secos ajudam a equilibrar a acidez natural da casta, razão pela qual o Azal tem aqui especial relevância.

As principais diferenças entre Arinto e Azal

Apesar de ambos poderem apresentar uma frescura marcada, a forma como essa frescura chega ao copo não é exatamente a mesma.

O Arinto tende a destacar-se pela combinação entre acidez, perfil cítrico, equilíbrio e elegância. Já o Azal apresenta normalmente uma acidez mais evidente, um carácter muito vivo e uma expressão particularmente adaptada aos territórios interiores da Região dos Vinhos Verdes.

Não se trata, por isso, de perceber qual das duas castas é melhor. O interesse está precisamente nas diferenças entre ambas.

Prová-las separadamente permite perceber como duas variedades cultivadas no mesmo território podem revelar personalidades distintas.

Arinto e Azal na sub-região de Basto

Arinto e Azal fazem parte das castas brancas indicadas para a sub-região de Basto.

Na Modestu’s, as duas são cultivadas nas vinhas de Codeçoso e vinificadas separadamente. A intenção é permitir que cada vinho mantenha o perfil da respetiva casta.

Partem do mesmo lugar, mas não procuram chegar ao copo da mesma forma. E é precisamente nessa diferença que está uma das formas mais interessantes de descobrir a diversidade do Vinho Verde.